• 61 998 698 624 | 55 22 998 840 291
  • contato@oev.com.br

Às vezes só salvamos uma empresa destruíndo-a!

Às vezes só salvamos uma empresa destruíndo-a!

Seu negócio pode depender dessa sacudida: os laços do nosso passado podem estar matando nosso futuro. 

Adapted by Paulo Abreu


as vezes o único modo de salvar uma empresa é destruí-la.

Para começa o ano, mais uma reflexão: “às vezes o único modo de salvar uma empresa é destruí-la.” E tocar num assunto desses, logo no início do ano-novo!

Os laços do nosso passado podem estar matando nosso futuro.

Um único, frágil laço, não consegue trazer problemas para você, mas milhares de laços, especialmente aqueles que nos mantêm ligados ao passado, podem, até mesmo, se transformar em uma força que asfixia qualquer negócio que tenta sobreviver ou evoluir. Os laços são o passado, mas raramente são seu futuro.

Funcionários dos antigos dias, instalações envelhecidas, manuais de procedimentos obsoletos e um passado glorioso no qual o negócio era conhecido e bem-sucedido. É o resultado dos fundadores apegados a um conceito que está se apagando, em vez de deixar o estabelecimento evoluir para seu potencial atual. São os laços prendendo você a alguma coisa que pode não existir mais e nem ser mais viável no atual ambiente mercadológico.

Empresas quebram porque não evoluem, perdem a habilidade de reagir a um ambiente em mudança. Continue fazendo o que você faz e vai aparecer alguém fazendo mais rápido, melhor, mais barato, mais agradável ou simplesmente diferente.

Fazer o que você sempre fez, especialmente quando não está mais dando resultado é garantia de que vai falhar, mesmo porque você já percebeu que simplesmente não há mais clientes suficientes querendo comprar o que você faz, do modo como você faz.

Lógico, ainda há fãs de computadores de mesa, de câmeras com filme, de CDs, de aulas de aeróbica; mas não suficientes para manter nenhum desses conceitos economicamente viáveis ao longo do tempo.

Às vezes, a única maneira de salvar ou crescer um negócio estagnado, é destruindo-o. É cortar todos os laços que o prendem ao passado e deixar o negócio evoluir. Você tem que sentar e reinventar o conceito antigo para o mercado atual, no lugar de tentar manter o que tem para um número cada vez menor de clientes que ainda acreditam no que você vende, mas que não é grande o suficiente para manter seus esforços por mais tempo.

O problema, logicamente, é que nós nunca reconhecemos os laços que nos prendem ao passado e nem como eles são traiçoeiros por natureza, como o sapo que fica sentado na água cada vez mais quente até morrer fervido ao invés de saltar antes. Em nosso caso, quase tudo de que nos orgulhamos em nosso negócio, é frequentemente o que causa os maiores danos.

Por exemplo, aquele funcionário da “velha guarda” que luta para restaurar o tempo em que tudo era perfeito e somente ele sabia como fazer: “são nossos funcionários que estão nos matando agora”, e ainda é dito, “se nós voltarmos a treiná-los como fazíamos quando estávamos ganhando dinheiro, podemos consertar tudo.”

Em geral é aquela pessoa das vendas que acredita que só é necessário ter mais “fechadores de vendas”, em vez de questionar se o que se está vendendo é o que as pessoas atualmente desejam comprar. Isso não é um problema de vendas, é um problema de conceito.

Quando o ambiente de negócios inteiro muda à sua volta, usar técnicas que fizeram seu sucesso há 20 anos terá pouca ou nenhuma capacidade de consertar um empreendimento em dificuldades nos dias atuais. Você pode ter sido o melhor vendedor de “pagers” do mundo, comandando o melhor time e era a estrela da empresa mas, não importa quão bom você era na época, isso não tem valor no mundo dos smartphones.

O mercado muda, os negócios mudam, as técnicas necessárias mudam; tudo muda exceto aquele antigo colaborador resistente às transformações e que não consegue se desligar do passado. A solução? Corte esse laço.

O que fez você famoso não manterá mais a sua fama, esse é o problema. Todo negócio atinge o seu pico em algum momento e se continuar usando as mesmas técnicas e pessoas, não poderá crescer e manter as suas receitas. Atingir o auge com o que se tem não garante que isso será suficiente para caminhar para o próximo nível.

O laço aqui é que nos recusamos a mudar porque temos medo de incomodar ou não satisfazer os clientes atuais. “se mudarmos vamos perder todos (seus empregados sempre irão exagerar para validar seus pontos de vista) os nossos clientes que amam o modo como fazemos as coisas”.

O grande desafio, no entanto, especialmente se o negócio está estável ou em declínio, é: “se não mudarmos, poderemos perder todo o negócio ao invés de alguns clientes antigos.” E são eles que lutam contra as mudanças no seu serviço, produto ou mesmo algo tão simples como uma troca nos equipamentos e que ameaçam ir para a concorrência. Nos fazem reféns, impedindo de fazermos o melhor para o negócio, que é basicamente cortar os laços do passado.

A solução aqui é fazer o que é necessário para dar ao empreendimento uma chance de atrair uma nova geração de clientes, em quantidade suficiente para repor aqueles que possam sair e que estão atrapalhando a sua evolução.

Manter equipamentos, programas ou um serviço que não mudou em uma década não é merecedor de uma medalha de honra. Mostra simplesmente que você não reinveste no seu estabelecimento.

Uma nota importante aqui: você tem certeza que são os antigos clientes que não querem mudar? Muitas vezes são os colaboradores que lutam bravamente para manter tudo como está e a sabotagem faz parte dessa luta. Funcionários precisam de liderança e se você quer transformação, deve trocar a visão de “Nós sempre fizemos dessa forma e é assim que sabemos fazer” por uma visão mais realista do que pode acontecer se não nos libertarmos do passado e incorporarmos uma visão de futuro.

Sua história é só isso: algo que aconteceu no passado e que não tem relação com o que pode ser no futuro. Uma pergunta que pode ser feita e que enquadra essa questão mais claramente para os funcionários é: “se nós estivéssemos começando o negócio agora, nós faríamos as mesmas coisas que estamos fazendo?”

A resposta a essa pergunta raramente é sim. Se começasse o negócio agora, você não teria as mesmas instalações, nem os mesmos funcionários e poderia começar do zero corrigindo os erros do passado e focando na visão do que é necessário para um empreendimento ser competitivo nos dias atuais.

É assim que você deve aprender a gerenciar seu negócio. Se você quer ir adiante, frequentemente terá de cortar os laços com o passado. Procurar formas de competir que sejam mais sustentáveis ao invés de apegar-se a uma identidade que já existiu, que não tem mais sustentação para o futuro. Se seu negócio está estável, cada vez mais rodeado de concorrentes, ou simplesmente não está mais gerando resultados, faça a si mesmo estas perguntas:

As pessoas que trabalham comigo há tanto tempo, atualmente são parte da solução ou parte do problema?

Empregados de longa data raramente mudam quando os tempos ficam difíceis. Sim, há alguns que estão com você há tempos e que podem mudar, mas são poucos. Em geral, as pessoas com quem você conta para ajudar no crescimento da sua empresa, são os mesmos que secretamente boicotam qualquer nova ideia.

Funcionários antigos normalmente fazem ninhos e criam impérios próprios, apegando-se ao que sabem e não abraçam o seu desejo de transformação. Grandes mudanças requerem grandes decisões. Muitas vezes, o único modo de fazer isso é começar com novas pessoas que não têm medo de sua visão.

Esse conceito ainda é competitivo atualmente?

O que fez você ter sucesso não irá mantê-lo. Os mercados evoluem; os concorrentes copiam as melhores práticas e as expectativas dos consumidores mudam também. Às vezes você tem de admitir que você foi brilhante em 1995, mas não está nem perto de jogar o jogo de hoje. Mudança, frequentemente é pior que a morte, como qualquer fumante irá lhe dizer.

Desapegar-se de um conceito e trocá-lo por “qual é o próximo.” Muitas vezes isso é suficiente para salvar seu estabelecimento da estagnação, que na verdade é decair um pouco a cada ano.

Olhando para trás, nos últimos 18 meses, eu consigo prever sucesso ou declínio no mesmo período?

Se o que estou fazendo mostra números negativos, há pelo menos 3 trimestres, não é mais só uma tendência é uma nova realidade e você está negando o inevitável. Os números não mudarão se você não mudar e se o que é feito não funciona, enfatizado por números decrescentes, instalações antigas, processos ultrapassados e um staff que não quer deixar de ser o que foi um dia. Você tem que romper com tudo isso, se quiser salvar seu negócio.

Eu sei a diferença entre um remendo e um conceito novo?

Colocar alguns acessórios funcionais no fundo de uma sala não transforma sua empresa. Contratar um palestrante para gaseificar o grupo não salvará um negócio de 3 décadas. Adicionar alguns computadores e softwares modernos não muda a situação de forma suficiente para atrair um grande número de novos clientes. Remendar significa que você está usando programas e outras “mágicas” para impulsionar seu conceito ultrapassado.

A maioria das organizações não tem um problema de administração, tem um problema de conceito. Mendigos velhos com roupas novas ainda são mendigos velhos. Empreendimentos ultrapassados, com pensamentos desgastados e uns poucos novos equipamentos ainda são empresas com 3 décadas de atraso.

Às vezes o único modo de salvar um negócio é destruí-lo. O único jeito de ir para frente é cortar todos os laços com o passado. Às vezes, a coisa certa a fazer para salvar um negócio é recomeçar do zero.

Thomas Plummer – consultor de academias com 40 anos de experiência.

O participante do grupo a qual pertenço, Jairo Andrade, teve a paciência de traduzir o artigo, porque o momento agora é de encarar a realidade, e o Thomas a traduz brilhantemente. A minha adaptação somente retirou o foco das academias fitness deixando a leitura mais abrangente.

Publicado originalmente em: THOMAS PLUMMER The business of fitness

Se estiver interessado(a) no aprofundamento do assunto em novos artigos manifeste o seu desejo para elaborarmos novas pautas.

Acompanhe a nossa FanPage no Facebook e no Linkedin com as melhores dicas sobre marketing, vendas, atendimento, empreendedorismo e muito mais! Se gosta de nossos artigos considere compartilhá-los. Esta pequena ação ajuda a manter o nosso projeto.

Qualquer dúvida, é só entrar em contato através dos comentários ou no fale conosco. Se desejar, pode até sugerir um assunto do seu interesse. Reclamar ou elogiar também vale.

 
Paulo Abreu

Fundador da Oficina Empreendedora Virtual e do Instituto Odyla Abreu Escritor | Palestrante | Educador | Tutor Atuação: Empreendedorismo - Marketing - Vendas - Atendimento - Negociação - Liderança - Gestão de Equipes

Deixe sua mensagem

3 × 1 =